terça-feira, 8 de março de 2016

Uma passagem mitológica de sangue, inveja e dor..


Tudo começou quando o sátiro Marsías encontrou uma flauta que pertencera à deusa Atena.
Flauta que Atena tinha inventado e mais tarde, havia descartado, porque, ao tocá-la, suas bochechas ficavam muito inchadas, sendo caçoada por Hera e Afrodite.
Marsias tornou-se um músico tão perfeito que desafiou Apolo a uma competição, onde o vencedor teria direito de punir o perdedor. As ninfas foram as juízas do torneio! Obviamente Apolo ganhou e Marsias foi esfolado vivo. O deus arrependeu-se de uma punição exageradamente severa e quis "homenagear" o seu concorrente fazendo do sangue do sátiro nascer o rio Marsias.
Vê-se quão injusta e hipócrita era a relação dos deuses com os seres "inferiores", incluindo os humanos.
Apolo trapaceou ao escolher suas apaixonadas ninfas para mediarem a aposta e demonstrou toda sua inveja ao perceber que o sátiro possuía talento inato e poderia vencer...!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os confortáveis elmos hoplitas.




Os maiores guerreiros de todos tempos, os hoplitas, também eram homens acima do normal. Além de carregarem equipamentos que pesavam em média 30 quilos, tinham que aguentar o sol esquentando um elmo de bronze pesando mais alguns quilos. Em muitas situações, os pelotões esperavam várias horas, às vezes até dias postados de pé até que ordens fossem dadas pelos comandantes para um ataque mortal.
Isso de forma alguma intimidava o hoplita..Entretanto é difícil imaginar o que acontecia nessas condições extremas. É provável que muitos desses guerreiros atacavam sob efeito de um transe, talvez até acometidos de loucura.
Nas fotos temos o elegante elmo ateniense seguido do espartano e finalmente o grosseiro elmo da Tessália..
O espartano era mais pesado e eficiente para aparar os golpes, porém reduzia a visão do combatente. O ateniense também eficiente e reduzia mais ainda a visão. O melhor deles era o tessaliano, mais leve e com visão mais ampla, porém bastava um único golpe certeiro para tirar o seu usuário da batalha.
Cada um tinha qualidades e muitos defeitos, complicado mesmo era entender como os soldados não retiravam nem para dormir.. Não é de admirar que a maioria enlouquecia dentro deles...!


quinta-feira, 5 de março de 2015

A cidade perdida na Amazônia.

Entre as cidades de Manaus, Santarém e Porto Velho há indícios de  uma grande cidade escondida sob a mais densa floresta do planeta.
Seria uma enorme aglomeração edifícios e prédios com estruturas jamais vistas em qualquer lugar no mundo. O que chama a atenção dos  pesquisadores é que todas construções têm formas hiper futuristas apesar das mesmas estarem há milhares de anos sob as matas tropicais brasileiras...

De todos mistérios que rondam a Amazônia, este é sem dúvida o mais impressionante..

domingo, 27 de julho de 2014

A esposa de Deus...





Recentes descobertas arqueológicas tem balançado a roseira de teólogos e religiosos em todo planeta.. A ideia de um Deus masculino, onipotente e solitário sempre gozou dos mais altos padrões de credibilidade junto aos crentes principalmente os cristãos..De uma hora para outra uma nuvem de dúvidas paira sobre a colunata imponente da Cúria de São Pedro e outros tantos baluartes bíblicos..

Ocorre que "Yahweh", Deus bíblico, poderia ter uma esposa que se chamaria "Asherah"! Até aí, nada de espantar, pois Yahweh seria em princípio uma entidade primordial e "politeísta". não sei como poderia ser politeísta, a não ser se isso se devesse ao fato de estar acompanhado por uma deusa, no mais seria também um deus único, porém casado e o resto seria o resto!
O intrigante no caso é que o Deus é esse mesmo, não há outro e se ao seu lado existiu uma deusa com a qual ele dividia as tarefas de governar a humanidade... Deus era casado!

"Carol Christ (2005: 17) ressalta que “re-imaginar o poder divino como
Deusa tem importantes conseqüências psicológicas e políticas”, como
a desconstrução do pensamento que naturaliza a dominação masculina.
Segundo Schroer (1995: 40), o culto à Deusa era exercido tanto por homens como por mulheres, mas veio sobretudo ao encontro das  mulheres, pois lhes oferecia mais espaço no âmbito religioso.
Através de uma “hermenêutica feminista de suspeita”, método proposto
por Elisabeth Schüssler Fiorenza (1992: 89), queremos “re-imaginar” Asherah
numa análise exegética crítica ao patriarcado/quiriarcado nos
textos bíblicos, reconstruindo a memória da Deusa a partir dos dados
arqueológicos e identificando na literatura bíblica a relação conflituosa que se estabelece com ela".

Para estabelecer ainda um pouco mais de discussão no assunto, há correntes que afirmam que o casal Yahweh e Asherah gerou dois filhos que foram Baal e sua irmã Ishtar... Dizem por aí que nenhum dos dois eram flor que se cheirasse..!

Como podemos perceber o negócio é complicado, mas vejam aqui a escultura representando a deusa Asherah encontrada no deserto do Sinai, em Kuntillet Arjud,que criou toda a polêmica e de seus dois filhos Baal e Ishtar.!!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Eu acredito!!

Enquanto ninguém provar ao contrário eu acredito que existiu uma civilização no interior do Brasil tão antiga quanto a civilização Inca.








NO CORAÇÃO DO BRASIL - Fawcett estava certo de que no centro da América do Sul, na região Amazônica, se encontrava o segredo do mais antigo templo mencionado pelas mais antigas tradições iniciáticas da Terra, o Templo Sagrado de IBEZ. Ele não tinha dúvidas de que nesta região central do Brasil encontraria as pistas para este mundo de lendas e sonhos e, finalmente, o objetivo de sua busca, situações que na mente de exploradores como ele, se tratavam de pura realidade. Em suas buscas, penetrou profundamente nas selvas desde os Andes até a região do Mato Grosso, onde, finalmente, desapareceu. Quanto à misteriosa cidade procurada por ele, disse ter-se contatado certa vez com um nativo na Amazônia e que este lhe havia dito que conhecia um estranho local que possuía templos magníficos, cujas casas eram iluminadas por estrelas que jamais se apagavam.

Assim ele se cercava de convicções de que havia algo grandioso nas regiões selváticas da Amazônia e apesar da descoberta das antigas ruínas de Machu Pichu pelo pesquisador Hiram Bingham, no início do século, dizia que o que procurava, se tratava de uma cidade ainda mais remota. Ele afirmava que havia um grande elo que interligava a misteriosa “Z” e a Atlântida, e chegou a escrever:

“Estou convencido de que lá embaixo, no coração do continente jaz escondido os maiores tesouros do passado conservados no mundo de hoje. O enigma da antiga Sul-América e talvez do mundo pré-histórico poderá ser resolvido somente quando essas antigas cidades forem descobertas e escavadas cientificamente. Estas cidades existem, estou certo…”.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Amnésia efêmera...

Um breve relato sobre um problema que acontece. Comigo isso se passou duas vezes, ambas assustadoras. Aqui conto para vocês como foi a primeira...!



Algumas vezes na minha extensa carreira de Luthier, (6 anos) eu me deparava com algum cliente que se mostrava no mínimo diferente dos outros. E isso geralmente acontecia em véspera de feriado, não sei porque. Era um feriado não lembro mais de qual santo, mas era de santo pois é o que mais tem nessa terra. E um sujeito bem vestido e um pouco mais de 50 anos entrou na minha oficina desembarcando de um carro que tinha três letras num emblema. Trazia nas mãos um violão com o braço quebrado. Sem problemas, eu estava ali para isso mesmo então mandei as boas vindas:

-Bom dia amigo!Tudo bem?

-Ah! Bom dia! O senhor é que é o luthier?

-Sim! E aqui está o meu cartão! Respondi meio indignado estendendo um cartão para o homem.

-É que eu pensei que você fosse mais novo....um pouco!

-Bem! Se o senhor quiser eu chamo minha filha para lhe atender! Aí eu já estava pensando em quebrar o resto do violão na cabeça dele.

-Não, me desculpe! Atalhou o senhor sacudindo as duas mãos como se limpasse uma vidraça.

-É que me disseram que um rapaz que era o luthier, eu imaginava ainda um jovem! Também que era músico, então já fui fazendo uma imagem mais juvenil.

Juvenil?  Donde é que esse cara saiu? Pensei. Fazia muito tempo que eu não ouvia esse adjetivo.

-Não companheiro, eu já sou um veterano! Respondi fazendo aquilo que menos sei fazer, sorrir.

-Pois é o violão foi quebrado! Tem conserto isso?

-Tem! Respondi examinando o estrago.

-E é muito caro?

-Não! Nada de exagerado! Na verdade esse é o conserto dos mais fáceis para se fazer! A aparência é desoladora, mas é só aparência! Falei tudo isso e depois me arrependi. Puxa, eu devia fazer o maior mistério e valorizar o meu trabalho. Mas agora já tinha falado.

-Ah! Mas que interessante! Respondeu o cliente muito feliz.

-Amanhã não vou trabalhar, mas na quinta-feira o senhor pode vir buscar! Vai custar trinta reais,( na época era um bom dinheiro).

-Então vou deixar pago e na quinta eu pego!

Larguei o violão do moço e fui colocar o dinheiro na minha carteira, que deixava na escrivaninha.

Estava de costas para a entrada da oficina, mesmo assim tive aquela sensação de que alguém havia entrado. Mas não me virei totalmente só olhei para um espelho que eu tinha pendurado, mas não vi ninguém. Não havia ninguém então não dei importância. Havia deixado o violão numa poltrona que eu tinha num espaço que servia de sala de espera, na verdade seria um cubo de espera, pois só cabia uma pessoa e olhe lá. Voltei para pegar o dito instrumento e qual não a minha surpresa quando vi que ele estava consertado. Mas eu nem tinha feito nada, acabei de colocar o dinheiro na carteira. Pensei que havia trocado por outro, mas seria impossível pois daquela marca só tinha aquele na oficina. Fiquei que nem tonto indo pra lá vindo pra cá feito barata tonta, mas enfim peguei o violão e dedilhei alguma canção, estava até afinadinho. Olhei com atenção a parte que estava quebrada e não pude acreditar, estava intacta. Nenhuma marca, nada, até a pintura parecia original. Neste instante um amigo parou na frente da oficina e gritou para dentro.
-Daí guerreiro! Como foi o feriadão?
Feriadão pensei.

-Que feriadão rapaz? Tá variando? Perguntei abrindo os braços. O amigo só deu uma risadinha e continuou andando. Eu comecei a rir! Não havia entendido nada.
A verdade é que os três dias do feriadão tinham passado e eu estava outra vez às voltas com meus instrumentos e a impressão que eu tinha é que não havia voltado para casa. Quanto ao violão, sinceramente nada posso dizer...!



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Eterna criança

A alma não envelhece, não tem idade cronológica, portanto é atemporal. O tempo só tem sentido dentro do campo de influência da Terra...fora do planeta, o tempo simplesmente não existe. Há uma linha de pensamento que explica a trajetória de nossa alma após a sua missão na Terra.
Não há um destino pré determinado como as religiões pré supõem, nossa essência não se encaminha diretamente para nenhum portal tipo céu, inferno ou seja onde for. A alma deve buscar imediatamente outra "casa" porque simplesmente não há lugar para algo imaterial no universo. A alma muitas vezes nem percebe que sua casa morreu, normalmente é uma surpresa, porque não há nenhuma ligação entre ela e seu hospedeiro durante a vida material deste. Simplesmente o animal deixa de existir e sua alma se perde entre emissões inversas de energia emitidas pelas outras  almas em estado letárgico. Neste exato momento em que a vida sai de algum corpo é que se inicia a verdadeira história dessa alma. E quanto tempo pode passar enquanto essas almas buscam refúgio? Tempo? Não há como saber.... a alma não está sujeita às regras do tempo. Muitas e muitas vezes esse espaço pode durar menos que um bilionésimo de segundo, um tempo que para nós é simplesmente inconcebível.. Ela é eterna e durante essa eternidade experimenta milhares de casas. Seu estado é imutável permanece como nasceu indefinidamente. Há um sentimento de perda quando conscientemente chegamos à essa conclusão, porém na verdade, essa é uma dádiva divina. Muito embora não possamos experimentar uma relação com nossa própria alma, há um momento no qual sentimos a presença infinita do ser supremo dentro de nós é quando nossa essência atrai uma outra e entre elas passa a existir um amor profundo isento de materialidades. Esse amor é incondicional, imensurável  e que na verdade  não podemos explicar, mas sabemos que fazemos parte dele. A esse amor demos o nome de "Ágape". O amor da alma..! O amor pela vida, pelo mundo, por todos os seres do universo e que para o qual não se espera retribuição.