sexta-feira, 13 de março de 2009

Nova Era - Início ou fim?


A humanidade encerrou a sua trajetória no planeta?




Se pensarmos friamente sem lançarmos mão das bengalas psicológicas, tudo nos leva a crer que a resposta é ..sim! Há estudos que nos alertam que em 2030 a superfície da Terra estará de tal forma modificada que a sua rotação sofrerá sensíveis alterações.. Para qualquer alteração exercer modificações em relação a um sistema extremamente preciso e complexo, não tem que ser necessáriamente uma mudança de grandes proporções. Basta um milionésimo de segundo para estabelecer uma reação catastrófica. Também por volta de 2030 a poluição e o crescimento geométrico da população mundial, colocarão a sobrevivência da espécie humana sob riscos imediatos.


Se realmente quisermos raciocinar sinceramente sobre a nossa sobrevivência na Terra, seremos obrigados a admitir que não chegaremos a 2030. As previsões advindas dos estudos apesar de parecerem alarmistas ou pessimistas, são na verdade muito condescendentes. Aparentemente não há nada que possamos fazer para reverter este processo, resulta disso apenas uma conclusão: Não chegaremos a este ano previsto, 2030.


Há alguns indícios e fortes suspeitas que o fim da humanidade se dará em 21 de dezembro de 2012; dados retirados de estudos realizados em vários calendários antigos, dentre eles mais requisitado o Maia. As análises realizadas deram conta de haver um final para os tempos que seria exatamente nessa data. Ocorre que esta data é o final dos calendários o que não garante que também será o fim do mundo. Aliás do mundo não, somente as raças humanas. Há profecias inclusive no calendário Maia que trata do assunto, mas as hipóteses sobre a data podem variar em milhares de anos. Exemplo: 2012 pode ser 2102 ou 2201 ou 20.102 e também a possibilidade de somar toda a data daí teríamos um número realmente interessante 2.112.201,2.

Convenhamos é muito tempo. Não penso que a humanidade irá durar tudo isso, mesmo porque eu tenho certeza que as mutações serão inevitáveis e provavelmente uma nova raça humana habitará a Terra e outros Planetas.

Acho que a humanidade passará incólume pela data de 2012. Entretanto por 2030 a coisa realmente será muito complicada.

terça-feira, 10 de março de 2009

"Machu Picchu - Alguém atrás da porta".


Parte um.


O tempo não estava muito bom, mas isso não desanimaria Hiram Bingham. Mas já eram 10 horas da manhã quando ele decidiu sair de sua tenda, plantada no coração dos Andes peruanos. Caía uma chuvinha fina, naquele 14 de julho de 1911. Na noite anterior, o taberneiro do lugar, se é que se pode atribuir tal nome ao dono de um estabelecimento tão humilde, inflamara a imaginação do explorador ao mencionar a existência de ruinas incas nas vizinhanças. E agora aquele homem alto e pensativo observava a torrente ruidosa que a água da chuva acumulava no fundo do cânion formado pelo Rio Urubamba, mas não parecia muito otimista. Inúmeros relatos similares já o haviam colocado em lugares nos quais só encontrara como vestígios, meros alicerces e velhas cabanas meio soterradas. Com esse espírito e a chuva recrudescendo, Hiram resolveu voltar para a taberna. Sentou-se desolado fazendo um balanço mental das suas aventuras até aqui. Já perdera duas lhamas de transporte, três guias peruanos simularam alguma doença e sumiram na névoa andina e os quatro carregadores índigenas restantes moviam-se como se fossem tropeiros de lesma. Balançando a cabeça negativamente fez com que o taberneiro voltasse para atrás do balcão com a jarra de vinho. Ao perceber isso Hiram chamou o homem de volta, este retornou à mesa sem entender nada. Hiram não o convidou, mas mesmo assim o gordo e suarento nativo sentou-se num mocho ao seu lado:

_ Doutor! O senhor está perto de encontrar a vila perdida de Vilcabamba! Disse o taberneiro servindo o vinho.

Ele sabia muito bem do que o gordo estava falando, aliás também supunha que essa cidade teria sido o último reduto inca na luta contra os conquistadores espanhóis. Um pouco antes haviam descoberto uma crônica autobiográfica ditada por um dos últimos soberanos incas, que fornecia novos indícios sobre a localização da cidade. Sem saber o mínimo do que o arqueólogo estava pensando, o homem gordo pigarreou e recomeçou a falar com ar de entendedor:

_ Mas o Dr. sabe, se precisar de alguém para guia ou para chefiar a expedição eu estou à sua disposição! Olhou para o americano e não notou nenhuma reação, nem contra muito menos a favor. Então deu um suspiro e voltou para os seus afazeres dos quais também não entendia muito. Nem o explorador menos o taberneiro notaram que havia alguém atrás da porta
escutando atentamente a conversa.
Hiram aos 35 anos, parecia mais um homem de 50, não na sua aparência, mas nos seus olhos cheios de decepção. No ano anterior havia deixado o seu emprego de professor de História Latino Americana na Universidade de Yale. Já não possuia tantos recursos para empreender uma expedição como determinam os moldes do bom senso.

Segurava o copo cheio de vinho ainda intocado contra a luz da porta, quando uma sombra interrompeu a sua caleidoscópica visão. Hiram afastou o copo olhou para o recém chegado com o mesmo interesse que olharia um tatú cruzando a trilha. Mais alto que o próprio professor, o
desconhecido pelo povo local tirou o chapéu surrado e se apresentou:

_ Melchor Arteaga, seu criado. Ele já tinha ouvido frase semelhante umas duas mil vezes desde que chegou ao Perú, portanto aquela não lhe despertou de seu hibernar matutino. O homem não se mexeu do lugar e ainda de pé na frente da luz recomeçou sua fala:

_ Eu soube que o Sr. procura a cidadela perdida! mas tem que encontrar os "portais" primeiro.

Hiram pela primeira vez naquela manhã chuvosa abriu os seus olhos. Virou a cabeça lentamente e perguntou:

_ Portais?

_ Sim! Respondeu Melchor batendo a água de sua capa de lã.

O Arqueólogo já tinha estudado algo parecido ainda no início de seu curso com um velho professor que era considerado lunático pelos seus colegas. O tema não despertava muito interesse entre os alunos, mas ele costumava treinar seu lado esotérico lendo os textos do velho.
Mas não ouvira mais falar disso desde que o velho professor se aposentara. Como que voltando à vida Hiram puxou uma cadeira quebrada para o homem que recusando preferiu ficar de cócoras, posição que ele já estava habituado. O homem olhou para o cientista e reiniciou seu relato:
_ Os portais estão espalhados pelos caminhos da cidadela, mas quase ninguém sabe da sua
existência, na verdade poucas pessoas acreditam nisso! Também nem sabem identificar os portais, desse jeito nunca encontrarão Picchu!
Birgham quase caiu da cadeira. Arregalou os olhos e perguntou bem baixinho, tanto que o homem teve que esticar o pescoço na direção do professor:
_ Onde você ouviu esse nome?
_ Eu lembro muito bem o meu avô que era inca me contou a historia umas cem vezes. Ele repetia tudo uma porção de vezes e achava que nunca tinha contado! Respondeu Melchor dando uma risada meio abafada que acabou terminando num acesso de tosse com cheiro de tabaco.
_ Mas o que tem os portais a ver com essa história que o seu avô contava? Perguntou o moço coçando o nariz discretamente.
_ Não sei muito bem, mas segundo o meu avô eles indicam o caminho para Picchu!
_ Mas Picchu existe mesmo? Não é um mito?
_ Eu não sei o que é esse "mitu"?
_ Não, mito! Hiram soletrou a palavra.
_ Bom, o meu avô era inca ele sabia tão bem essa história que me contou duzentas vezes sem
trocar uma letrinha! Eram cem vezes! Pensou Bingham fechando os olhos levemente.
_ Isso prova que seu avô conheceu os portais então?
_ Meu avô conheceu Picchu!
_ Conheceu? Redarguiu Hiram franzindo as sobrancêlhas.
_ Ele disse!
_ Se você ver algum desses portais, vai saber reconhecer?
_ Tenho tudo aqui na cabeça! Respondeu Melchor batendo com o indicador na fronte.
_ E quanto você cobraria para me guiar até estes portais? Indagou o jovem com os olhos brilhando.
_ Eu? Eu não quero nada! Só um pouco do tesouro para dar uma vida melhor para a minha família!
O coração de Hiram Bingham disparou ao ponto dele achar que iria ter algum enfarte. Jamais a cidadela inca esteve tão próxima assim como naquele instante, mesmo que essa possibilidade estivesse vinculada à história de um velho indio e seu neto maluco.
_ E quando você pode partir nessa viagem? Perguntou ao nativo.
_ Quando o Sr. quiser, eu já me despedi das duas mulheres e dos oito filhos! Respondeu o homem não se atrevendo a gargalhar de novo.
Hiram pareceu não escutar a resposta. Imediatamente sua cabeça começou a trabalhar intensamente. Em segundos calculou o que poderia carregar com duas lhamas que restaram quantos carregadores ainda dispunha.
_ Pronto! Estou de volta na estrada rumo a Picchu! Falou para ele mesmo.
Nisso o gordo chegou com mais uma jarra de vinho e aproveitou para participar da reunião:
_ Bem então o Sr. vai partir em busca de Vilcabamba?
O nome desta cidade fez com que o professor parasse de sorrir. Exatamente era essa a sua busca, Vilcabamba, Picchu era um mito nunca existiu a não ser na cabeça destes dois, avô e neto.
Uma nuvem de dúvida voltou a pairar sobre a cabeça do soturno cientista. Melchor continuava de cócoras observando a jarra de vinho que nunca descia até a mesa. A conversa de Hiram com o
taberneiro não lhe dizia respeito, mas a sua divagação em torno da jarra de vinho foi interrompida pela voz do arqueólogo:
_ Você já ouviu falar de Vilcabamba?
_ Sim! Respondeu secamente o homem aproveitando um cochilo do gordo para pegar um copo cheio de vinho.
_ E o que você sabe dessa cidade? Hiram perguntou antes do pobre nativo levar o copo até a sua boca sedenta.
_ O Sr. me desculpa Dr. mas essa cidade não existe mais, sobrou pouca coisa dela!
_ Esse pobre homem não sabe o que está falando Dr. Vilcabamba existe e fica lá na montanha! Interrompeu o gordo muito irritado. Melchor olhou para Bingham e disse categoricamente:
_ Vilcabamba nunca foi na montanha, ela está milhões de metros antes! Falou com voz pausada.
Hiram descontou os mihões sabendo que uma característica dos nativos da região era de sempre aumentar as distâncias e alturas para dificultar a vida dos arqueólogos que vinham atrás dos tesouros. E essa estranha mania acabou se perpetuando ao ponto deles perderem a noção das medidas. O taberneiro parecia disposto a iniciar uma discussão com Melchor, neste momento o professor resolveu sair e levar o nativo junto. Os dois saíram da taberna, Melchor não conseguiu sorver um só gole de vinho. A chuva cedera em parte apenas uma chuvinha ainda caía sobre o vale imenso. Os dois pararam sob um precário toldo onde os viajantes deixavam as mulas e lhamas, Hiram quebrou o silêncio:
_ Você afirmou que Vilcabamba não é na montanha, não foi?
_ Sim!
_ Não há uma cidade perdida na montanha?
_ Sim! Picchu!
_ Picchu? Repetiu Hiram pensativo. Ele tinha um plano de encontrar a última cidadela inca que ele julgava perdida nas montanhas, mas que era Vilcabamba, pois Picchu era um mito. Agora ele tinha nas mãos um plano errado e um índio maluco que jurava que a cidade perdida era Picchu e não Vilcabamba. Bingham passou as duas mãos nos cabelos e suspirou. Finalmente após alguns segundos de brevíssima meditação, decidiu:
_ Vamos preparar os mantimentos Melchor e vamos partir para a montanha!
Melchor que até agora só ouvia não estava entendendo muito abriu os longos braços e exclamou:
_ Vamos Dr. Vim lhe encontrar para isso mesmo!
Após uma curta caminhada na lama os dois chegaram em uma espécie de galpão, ou que lembrava algo de um galpão. Embaixo do telheiro estavam uns dez nativos e quatro lhamas. Assim que entrou Hiram deu ordens para os indios carregarem as lhamas enquanto ele ficaria encarregado dos equipamentos técnicos como teodolitos, máquina fotográfica e algumas ferramentas de sondagem geológica. Melchor ficou parado olhando todo aquele movimento frenético o qual ele não estava entendendo absolutamente nada. Perto das doze horas, toda parafernália estava dentro das respectivas mochilas e sobre as lhamas carga pesada.
Os carregadores se dirigiram para fora do telheiro levando consigo todo o material e as lhamas.
Reuniram-se defronte o precário galpão esperando Hiram que terminava de preparar a sua mochila. Melchor continuava dentro do galpão de vez em quando dava uma olhadinha para o céu tentanto fazer uma previsão meteorológica. Hiram notando a ausência do nativo nos preparativos perguntou:
_ Não vai levar nada Melchor?
_ Ah! Para onde estão indo Dr.? Perguntou o homem sinceramente confuso.
_ Para a montanha oras! Respondeu o professor meio contrariado.
_ Mas professor, com essa carga toda nós não vamos passar da primeira puente!
_ O que você quer dizer?
_ Eu quero dizer que no máximo vamos chegar até a baixa da montanha com essa gente e toda essa carga aí!
_ Mas não podemos partir sem os mantimentos! Como vamos viver?
_ Mas professor, essas lhamas e esses carregadores com toda essa carga, vão morrer na primeira puente! Acho melhor eles ficarem aqui ou ficarem na baixa acampados!
Bingham olhava para Melchor sabendo que ele tinha razão, Mas alguma coisa estava errada e resolveu perguntar:
_ Por que você não quer os carregadores?
_ Professor eles só vão atrapalhar a gente! Nós não precisamos deles!
_ Então vamos todos até o sopé da montanha e lá decidimos o que fazer!
_ Certo! Respondeu Belchor fazendo um gesto que lembrava uma continência, o que arrancou um risada do cientista.
A jornada Começou logo após acertarem todos os pontos e posições das lhamas. Na frente Hiram e Melchor logo após dois guias oito carregadores e as lhamas fechando o cortejo. Melchor pegou a mochila pessoal de Hiram e colocou nas costas. De seu mesmo o nativo só levava um facão alguns amuletos no pescoço e uma pistola de dois tiros na cintura. De roupas para o frio, só a sua capa de lã que também servia para lhe proteger da chuva. O caminho era longo, no início tranquilo pois até o outro dia de manhã eles andariam por uma estrada de terra, portanto não precisariam nem acampar. O problema era a chuva que estava ameaçando cair a todo momento.
Após a noite toda caminhando e só parando algumas vezes para descansarem e comer alguma coisa rápida, a expedição chegou ao sopé da montanha. Neste momento Bingham compreendeu porque da aflição de Melchor com relação ao equipamento. Para atravessar as correntezas ruidosas do Rio Urubamba, só havia alguns longos troncos de madeira unidos por cipós. Essa era a puente. Então a partir dali era pegar as mochilas deixar alguém cuidando das lhamas e atravessar o rio. Engano, Melchor abriu os braços para impedir que os carregadores começassem a baldeação ao que Hiram perguntou:
_ Mas o que houve?
_ Não Dr.! Vamos só nós dois!
_ Mas e os outros da expedição?
_ O senhor me falou que estava sem dinheiro não falou?
_ Sim!
_ Acerte com a maioria e deixe apenas um acampado aqui com as lhamas vamos só nós para a montanha! Bingham não discutiu com o guia, novamente ele tinha razão.
Foi assim então que enquanto sua equipe voltava para o "conforto" da vila, Hiram Bingham e seu então já fiel guia Melchor Arteaga partiram para os dois picos além do rio. Melchor apontou para as duas pontiagudas montanhas e disse os nomes: "Huayna Picchu e Machu Picchu" Bingham anotou os nomes em sua cardeneta deu para Melchor um dolar de prata. O nativo que não esperava aquilo abriu um sorriso e colocou a moeda no bolso. Hiram até pensou que o indio se emocionara, bem pelo menos um pouco. Engano Melchor não se emocionaria, ainda.
Continuaremos

domingo, 8 de março de 2009

Mulheres


Na minha ignorância, não me atrevo em escrever um poema homenageando as mulheres em seu dia. Não vou nem tentar! Vou ficar longe do "Quero poema", enquanto durar essa tentação.


Por essa razão me recolho dentro do "Faunos e mitos", e vou tentar escrever alguma coisa para homenagea-las! Elas que são mitos e talvez faunesas. Ou são faunesas e talvez mitos? Tanto faz.


Começando pelos mitos, eu lembro a minha preferida; Joana D'Arc. Milla Jovovich (foto) interpretou essa mulher maravilhosa de forma tão surpreendente que eu assisti seu filme três vezes no cinema, e o DVD, mais algumas dezenas. Só a boca da Milla já valeria o filme, mas sem dúvida dá para assistir o resto. Outros mitos mundiais que poderia citar, não são tão célebres quanto Joana D'Arc! Quem sabe a madre Tereza de Calcutá, Indira Ghandi, Helena de Tróia e Margareth Tatcher. Quem? É sim a dama de ferro! Tremendo mito.

Não vou citar nenhuma santa, por acreditar que santos são invenções! Até porque não teria espaço para tanta gente. Lembro de Michelle Pffeifer, hummmm, não chega a ser mito, mas saiam da frente! É linda para mais de quilometro.


Tem mitos brasileiros? Tem sim senhor. Exemplos: Anita Garibaldi, Olga Benário, Elis Regina, Carolina Kersting, Clarice Lispector, Tomie Ohtake, Cora Coralina, Luiza Erundina e todas as minhas amigas blogueiras.

Pera aí! Luiza Erundina? E o que tem isso? É mulher! Não é? E um mito, lá em SP, em alguns lugares pelo menos! Ou era. Tá legal, vamos riscar a Erundina.

Vou ter que me desculpar, pois devo estar cometendo muitas injustiças! Mas não é possível para mim lembrar tantas mulheres magníficas. Mito é uma maneira que escolhi para diferenciar um pouco, umas das outras! Pois na verdade são todas maravilhosas e no mesmo nível.


E as faunesas? Bom! Como eu não conheço nenhuma, vou ficar na lista dos mitos, que por certo já vai me arrumar encrencas.


Eu estou tentanto homenagear as mulheres em seu dia, sem parecer machista, porco chauvinista ou gay. Tenho certeza que em alguma destas categorias vou ser enquadrado! Mas não posso fazer nada, isso é o que eu sei sobre o gênero que é superior ao meu. O único momento que elas provam que não são tão superiores assim, é quando casam. Mas dizem que o gênero masculino parou de evoluir ainda na idade média! E as mulheres continuam evoluindo! Se a coisa continuar assim, em breve as mulheres vão criar a autoreprodução. E aí vão querer homem para quê?

Enquanto esse dia não chega, eu digo:


Feliz dia internacional das mulheres.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Uma finalidade para Stonehenge.





Antes de falar em finalidades, vamos nos debruçar sobre a discussão em torno da idade deste monumento.

Alguns citam 3.500 a.C. como a "suposta" data de construção! Outros já falam em 10.000 a.C.
Bem aí já estaríamos tangenciando a fabulosa Atlântida, portanto vamos nos deter em 3.500 a.C.
A alotropia do C14 não entrou nessa conversa, pois de nada adiantaria determinar a idade dos monólitos! Conclusão: Não sabemos a idade de Stonehenge.
Mas sabemos que o tipo humano habitante da planície de Salisbury nesse período não passava da barbárie. E esse estado não se modificou muito até as invasões romanas em 50 a.C.


Finalidades.


A primeira função que se imagina para uma construção dessas, é a de um templo! Certamente o povo da região se reunia neste prédio para homenagear os seus deuses e aproveitavam para decidirem suas questões sociais e comerciais em assembléias presididas por algum tipo de chefe, ou druida.

A segunda, seria a de um "Soláris"! O sol no solstício de verão nasce entre Heel Stone e outra pedra que já não se encontra no local, para incidir seus raios nos corpos de célebres chefes sepultados nos 56 Aubrey Holes. Essas covas simbolizavam a entrada do submundo. A função dos raios de sol seria iluminar os corpos e inspirar a vida! Talvez uma nova vida!

A terceira finalidade, foi proposta pelo astrônomo americano Gerald Hawkins que uitilizando um computador, decodificou o alinhamento das pedras e concluiu que Stonehenge constituía um sofisticado observatório astronômico.

Perguntas.

Como um povo ainda na idade da pedra iria construir algo muito além de sua capacidade, para servir de templo ou um local de reuniões das tribos? Sabemos sem dúvidas, que para construir esse templo, seriam necessárias horas infindáveis de trabalho e uma tecnologia no mínimo razoável! Coisa que o povo da época não possuia.

Para que um povo usasse um prédio dessas proporções somente para iluminar corpos cremados, teria que estar num estado bem mais avançado. De que serviria essa cerimônia para um povo tão atrasado? Há quem diga que o templo é nada mais nada menos que um calendário para ser consultado por agricultores! Penso que isso estaria mais distante ainda, pois os habitantes da região na época, não tinham atingido esse estágio.
Quanto a teoria de Gerald Hawkins, só podemos perguntar uma coisa: Para quê um observatório astronômico num lugar inapropriado e construído por um povo primitivo?

Algumas crenças populares atribuem ao mago e druida Merlin, a construção do templo. Isso realmente é impossível, pois sabemos que se existiu esse druida, foi em 500 d.C. Não poderia ter participado dessa obra.
Na verdade não sabemos quem construiu Stonehenge, só sabemos que não seria por um povo primitivo e sem qualquer tipo de tecnologia, para movimentar e suspender massas tão grandes.

As finalidades de Stonehenge são tão enigmáticas quanto a sua origem. Somente um povo adiantado e com conhecimento no mínimo razoável teria interesse, numa construção desta magnitude. O monumento não é tão somente o círculo de trilitos que hoje conhecemos! Stonehenge faz parte de um imenso complexo "religioso" que reúne além dele, o Henge de Avebury, cujas origem e finalidades, também se perdem nas brumas dentre os rios Avon e Kennet.

O que talvez realmente importe, é que o fascício e o poder de Stonehenge dura até os nossos
dias. Não sabemos se foi construído por seres superiores a nós mesmos, ou por uma civilização há muito desaparecida, contudo, sabemos que trata-se de uma peça importantíssima no quebra-cabeças da trajetória humana! O complexo de Wiltshire está num centro de convergência
magnética, portanto sua concepção não é casual. Stonehenge é sem dúvidas o ponto catalizador de toda essa energia, portanto um poderoso magneto. Seus poderes são resgatados ainda hoje pelos druidas modernos! Estes se reúnem anualmente, atraindo místicos do mundo inteiro. Os benefícios dessa imensa energia são desconhecidos pelos leigos, mesmo entre os iniciados, poucos são os que conseguem discernir as ondas energéticas provindas de suas pedras colossais.

A relação entre os antigos druidas com o monumento não é comprovada! Mas sabemos que alguma energia originária do local podia ser captada, até em florestas distantes pelos magos antigos. Falaremos um pouco sobre tal força e como os druidas conseguiam captá-la.

Em outro dia..



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Stonehenge O Templo do Misticismo



O mais impressionante monumento megalítico do mundo, tem sua origem obscura! Inclusive o tipo humano que ergueu esse templo, não é conhecido com certeza.




A finalidade deste edifício imenso, também não está clara! Há uma série de especulações que variam desde sua função como templo, como portal, como magneto para comunicações e mais algumas funções que não podem ser comprovadas!

Os antigos Saxões chamavam de Hanging Stones, (pedras suspensas). Na idade média, os intelectuais da época costumavam chamar de Dança dos Gigantes. Os dois nomes são tão impressionantes quanto o próprio templo.

Inigo Jones arquiteto do século XVII, foi um dos primeiros a estudar Stonehenge. Naquele tempo ele considerou o monumento como um templo romano. Porém Willian Stukeley, um estudioso desse tipo de construção, conseguiu implantar a idéia que o templo fora construído pelos druidas britânicos.

Somente no século passado, os arqueólogos chegaram a uma conclusão quanto a idade e finalidade de Stonehenge. Entretanto essas idéias sempre encontram opositores, e com certa frequência instauram uma grande polêmica.
Os arqueólogos ingleses chegaram ao consenso no tocante à idade de Stonehenge. A construção do monumento teria se iniciado cerca de 3.500 a.C. Richard Atkinson declara em 1950 que o templo era constituído por uma formação circular e em torno dela, 56 fossas que são hoje conhecidas por Aubrey Holes. A primeira pedra ereta, Heel Stone, foi colocada no lado de fora em frente da única entrada da construção. Novos construtores 200 anos depois, edificaram uma avenida de monólitos até o rio Avalon. Para fazer essa avenida de 3,5 km, os construtores usaram 80 blocos de pedra das montanhas de Prescelly, distantes 320 km já no sul do País de Gales. Como eles fizeram isso? É outro mistério que ronda Stone Henge. Segundo as teorias mais aceitas, eles teriam arrastado as pedras até o próprio rio Avon e deslizado nas águas tranquilas até onde as pedras foram novamente arrastadas e colocadas cada uma em seu lugar. Essas pedras de 4,5 toneladas estavam resolvidas. E as pedras de StoneHenge?
Dá para imaginar monólitos de 26 toneladas sendo arrastados. E para construir os "trilitos"? Que são aquelas ferraduras invertidas, duas pedras justapostas de 20 toneladas cada, encimadas por outra com mais ou menos a mesma massa. Para quem já movimentou massas monolíticas semelhantes a essas, sabe muito bem do que estou falando.
Daqui alguns dias, vamos escrever sobre a finalidade de Stonehenge, sobre a qual já se disse uma centena de coisas.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vida. Como será após ela sair?


A questão da vida após a morte é um tema palpitante e constante no imenso arquivo humano de aflições.

Os antigos egípcios já tratavam a vida após morte como algo realmente plausível. Nenhum egípcio fosse rico ou pobre, duvidava que iria viver após a sua vida terrestre "sair".

A mumificação não é ponto determinante para nos dar certeza que a civilização egípcia acreditava mesmo nisso, pois nem todos eram mumificados! As múmias não existiam só para isso, tanto que eles mumificavam os variados seres e nem todos, eles acreditavam que iriam acordar na eternidade. O touro Ápis por exemplo, esse recebia um tratamento nada honroso em se tratando de múmias! O touro era simplesmente esmagado até triturar os ossos reduzindo-os ao tamanho de um osso de passarinho! Depois era misturado à uma massa de betume, extremamente mal cheirosa e aí sim montado como um touro mumificado! Mas para quê? Certamente não era para na eternidade o touro sair andando triturado dentro de uma embalagem de betume.


Dos antigos até nós, muitos milhões de pessoas morreram, ou suas vidas saíram! E...Onde estarão agora??? O que estariam fazendo? Seriam ainda as vidas dos que morreram? Como se poderia identificá-las? Será que voltaram para a Terra? E quem estaria coordenando esse movimento constante de vidas que saem e vidas que entram? As vidas que saem carregam consigo alguma coisa? Mas como? Alguém já viu alguma vida que saiu? Era igual ao morto?


Nós poderiamos ficar perguntando durante uma "vida" inteira e não esgotariamos as questões.

E o pior é que ninguém responderia algo que pudessemos acreditar seguramente.

As religiões explicam tudo, mas não comprovam nada! A ciência, mesmo a quântica, tenta comprovar para depois explicar e não faz uma coisa nem outra.


A reencarnação é algo difícil de entender! Diriam os estudiosos do assunto; " claro isso não é para qualquer um ". Também acho! Mas só uma perguntinha, se nascem e morrem pessoas, vidas entram vidas saem, a reencarnação faz hora extra, como é que a população mundial só faz aumentar???


Bom a reencarnação certamente não vai responder coisa alguma! Nosso tema é o que acontece com as nossas vidas? Como será a vida lá.. Em qualquer lugar?


Nós temos que ser um pouco céticos, pois se não, estaremos fazendo o papel de tolos e os sabichões empurrando qualquer coisa nossa goela abaixo. E neste ceticismo vamos indagando, mas se alguém responder não vamos acreditar! Sabem por que? Porque ninguém sabe a resposta.

O que podemos fazer então? Imaginar as coisas! Cada um cria o seu lugarzinho para morar, o seu não, o da vida depois que ela sair. Meu pai já achou esse lugar, até tem nome e localização cardeal, o lugar dele é no leste! Só não me diz e para ninguém o nome do planeta.

Temos que pensar nisso! E seriamente! Até agora não fiz isso e essa busca deve começar logo, ainda mais que as coisas podem explodir nos próximos dois anos. Portanto temos pouco tempo e o assunto realmente é sério.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Uma certa manhã do ano 49 AC


Acordei cedo! A minha garganta estava seca

como as estradas de Híspalis.

Jurei por Juno nunca mais beber o vinho gaulês.

Como sempre não cumpri o juramento, agora estava me sentindo

o último dos homens.

Desci para o átrio, não quis comer nada e continuei descendo

até chegar ao meu jardim favorito.

Meu servo hebreu recebeu-me com uma longa reverência, como se fosse

a primeira! Ou a última.

Ao erguer-se eu notei que havia chorado! Intrigado perguntei:

_ O que aconteceu Jessé?

O homenzinho nada respondeu, limitou-se em baixar a cabeça! Repeti a pergunta,

a resposta veio em forma de um pedido:

_Senhor, não vá ao senado hoje!

Olhei espantado e sorri! Mas resolvi deixar aquela conversa de servos para outro dia.

Comecei o meu caminho pela alameda sentindo o frescor primaveril que emanava das

árvores frondosas. Ia caminhando e lembrando que Jessé era um servo dado ao ocultismo, coisas

meio obscuras que ele trouxe da Palestina. De vez em quando vinha com

essas estórias de visões e pressentimentos! Não consegui evitar uma gargalhada, realmente

eu nunca acreditei nessas superstições bárbaras.

Ao chegar no portão principal encontrei Marco Antônio. O rosto sereno do meu velho amigo me fez esquecer por completo a conversa do servo hebreu. Uma liteira nos esperava, enquanto os quatro núbios corriam pelas ruas eu pensava no meu discurso daquele dia importante.

Não gostava de fazer planos nem anotações, mas confesso que sentia falta de uma pequena orientação prévia! Sorri em pensamento, pois isso nunca havia me passado pela cabeça.


Ao chegarmos nas imediações do senado, notei que duas figuras conhecidas esperavam

não sei por quem! Parados no último degrau da grande escadaria Crassus e Públio sorriam

de modo estranho! Assim que Marco Antônio desceu da liteira, os dois se aproximaram e fizeram-no parar, estranhei mais ainda quando eles levaram Antônio para fora do recinto do senado! Mas não dei muita importância e fui subindo as escadas! Foi a subida mais longa da minha carreira, pois em cada dois ou três degraus era obrigado a parar para atender senadores que me beijavam as mãos e pediam perdão. Quando conseguia me livrar de um grupo logo em seguida outros me abordavam! Aquilo se seguiu até eu gritar uma ordem para que me deixassem

seguir. Não pude conter a minha cólera, isso fez com que aqueles que ainda não tinham chegado a mim desistissem completamente.


Consegui finalmente entrar no grande saguão! Assim que coloquei a minha toga de senador comecei a receber punhaladas de todos os lados. Mas eu não sentia dor! Meus olhos estavam de forma tal fixos no corredor que terminava na parede donde o busto de Pompeu me observava.

Mas eu não olhava para Pompeu, meus olhos estavam voltados para uma outra pessoa, um rosto de um amigo, um filho que eu amava. As punhaladas continuaram, mesmo assim consegui me livrar dos agressores e corri até essa pessoa! Parei diante dele, com as duas mãos sobre seus ombros perguntei: " Tu quoque, Brute filli mei"? A resposta não demorou! Uma pulhalada certeira vinda de quem eu jamais desconfiara, penetrou fundo em meu peito.


Foi o único golpe traiçoeiro que eu realmente senti! De todos os golpes que recebi, foi só este que doeu! A dor de toda uma vida estava concentrada naquela lâmina. Caí de joelhos em frente ao busto de meu inimigo, com as últimas forças olhei para a escultura, Pompeu sorria! Fechei meus olhos no centro de uma poça de sangue, para abri-los aqui, donde pretendo observar os destinos de minha cidade! Destinos esses que ficaram nas mãos do meu sobrinho, aquele que fez com que o meu fiel amigo Antônio traísse a minha memória e não conseguisse viver a sua culpa! Aquele que quis a mulher que eu amei para si, não conseguindo fez com que ela morresse sobre o corpo de Marco Antônio! Esse mesmo homem se auto intitula Augusto e carrega o meu nome como sinistro despojo.


Hoje converso com Jessé, que morreu de tristeza quando eu não quis ouvi-lo! Ele está ao meu lado! Já não é meu servo, somos iguais neste lugar! Talvez meu único amigo em vida,

continua ao meu lado,

fez questão de vir horas antes

e me esperar.